Pessoas.
Achei um absurdo quando li a reportagem. As pessoas, abandonam seus animais de estimação, simplesmente porque não querem mais. O que me chama atenção, é que nunca se ouviu falar de alguém que levou o carro ao lava rápido, mecânico, ou estacionamento, e porque estava enjoado do carro, não voltou para buscar. Esses indivíduos, não tem nada na cabeça e nem no coração. Sei que não é certo desejar mal pa ninguém, mas queria ver como eles se sentiriam se quando chegar a velhice, eles fossem abandonados em um asilo, num hospital, ou até mesmo na rua. Prá esse tipo de gente, deveria ser aplicado aquela velha frase: “AQUI SE FAZ, AQUI SE PAGA” Tem gente que deveria dar um pouco mais de valor a vida. Não apenas a própria vida, mas a vida do próximo. Seja este, um animal ou um ser humano, bonito ou feio, rico ou pobre, doente ou saudável. Leiam a meteria abaixo e se você não tem consciência do que significa isso, por favor mude seus conceitos.
Abandono premeditado
[por Roberto de Oliveira / fotos Pedro Azevedo]
Donos de animais inventam desculpas para se livrarem de seus bichos de estimação
Quem nunca parou diante de uma vitrine de shopping para apreciar um cocker spaniel sendo ensaboado numa banheira ou assistir a um poodle toy estático passando pela tosa? Mas pouca gente desconfia de que o pet shop, paraíso de consumo da indústria animal, está se transformando em orfanato de cães de raça. Ao contrário das "desovas" de filhotes em portas de clínicas, hospitais veterinários, parques e ONGs de defesa animal, quando a autoria é desconhecida, nesse novo tipo de abandono, chamado premeditado, sabe-se quem o cometeu, só não há como localizá-lo. A cena segue quase sempre o mesmo script: o cliente chega com o bicho no colo, demonstra afeto, faz exigências, mil recomendações e promete voltar horas depois para buscá-lo. No entanto nunca mais dá as caras. Geralmente, fornece telefone e endereço falsos. "É desesperador você acompanhar a ansiedade de um animal esperando pelo dono", confessa a veterinária Letícia Satiko, 26. Nem sempre casos assim têm um final feliz. No hotel Parque Canino Dog World, cinco cães abandonados, entre os quais um border collie e uma lhasa apso, estão à espera de adoção. Todos esses animais deram entrada como hóspedes, mas seus donos não pagaram as diárias nem voltaram lá para buscá-los. Um abandono premeditado a cada 60 dias é registrado no hotel. "É um problema grave", confessa o dono, o veterinário Dan Wroblewski, 43. "Infelizmente, a adoção não é o destino de todos os bichos abandonados. Animais com problemas de saúde ou idade avançada, por exemplo, são muito rejeitados. Ninguém os quer." Para Maurício Esteves Coca, 40, presidente do Ipab (Instituto de Proteção aos Animais do Brasil), esse tipo de ação é executado por um novo perfil de abandonador. "Gente de classe média e alta que não tem noção de posse responsável. Essas pessoas tratam o bicho como um brinquedinho de luxo", critica. É bom lembrar que os casos de abandono premeditado não se restringem aos "salões de beleza". Há relatos de clientes que levam os animais para o veterinário examinar e não retornam. Dois meses atrás, a filhote Kika Maria, sem raça definida, foi deixada desnutrida, com pulgas e carrapatos no pet shop Amor às Lambidas. Estimativa do Ipab mostra que, de cada cem cães e gatos adquiridos em São Paulo, ao menos 50 são abandonados de diferentes formas em até 30 meses.. Esse tipo de problema não é exclusividade brasileira. Segundo Elizabeth Mac Gregor, representante da WSPA (sigla em inglês para Sociedade Mundial de Proteção Animal), com sede em Londres, os casos aumentam nesta época do ano em países como França, Espanha e Portugal no período das férias de verão, quando as famílias saem em viagem e deixam os animais sozinhos em parques e estradas, apesar das leis contra o abandonador. Nos EUA, no Canadá, na Inglaterra, na Suíça e na Suécia, novos mecanismos vêm sendo adotados para tentar frear o número de bichos abandonados, como o uso externo de chapas de identificação e microchip. "Com isso, é possível localizar o dono e puni-lo diante de uma irresponsabilidade, mas ainda é muito difícil de ser praticado em países pobres", acredita Elizabeth. O "boom" da indústria pet acabou transformando o animal doméstico em um objeto de consumo, acredita Nina. "Determinadas raças se tornam grifes e viram mania, mas tempos depois ficam fora de moda. Muita gente acaba comprando o animal só por impulso, sem nenhuma reflexão. Irresponsáveis, acabam abandonando o bicho justamente em lugares criados para atender também a seus caprichos", diz Nina.
Esse paradoxo não há bicho que entenda.
Escrito por Mucas às 12h01
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